TRATAMENTOS E CIRURGIAS PARA LESÕES DO MENISCO

COMO DEFINIMOS O TRATAMENTO PARA AS LESÕES DE MENISCO?

O tratamento das lesões meniscais é individualizado e baseado, sobretudo, nas características da ruptura e do paciente. Sempre tem como objetivo preservar o menisco através do reparo meniscal. Porém, quando não é possível realizar o reparo, opta se pela realização da meniscectomia parcial que consiste na ressecção da lesão preservando a parte sadia do menisco.

Apresentam alguns critérios que levam em consideração:

1. Tipo da lesão (longitudinais, horizontais, transversas, complexas...)

2. Localização da lesão (central ou periférica).

O suprimento vascular do menisco é o elemento essencial na determinação do seu potencial de reparo. Conforme é possível visualizar nas figuras acima, a região periférica do menisco (zona vermelha-vermelha) apresenta maior suprimento sanguíneo do que a região central (zona branca-branca). Esse suprimento sanguíneo é responsável por sustentar a resposta inflamatória característica de reparo das lesões meniscais. Portanto, lesões localizadas na zona vermelha-vermelha apresentam o melhor potencial para cicatrização do que as localizadas na zona branca-branca.

3. Ausência de degeneração ou deformidade secundária.

A degeneração do menisco começa por volta dos 30 anos de idade, acometendo tanto homens como mulheres, bem como pessoas ativas e inativas e progridem com a idade. O tecido meniscal degenerativo apresenta menor potencial de cicatrização do que o tecido meniscal normal.

4. Rupturas em pacientes ativos.

TRATAMENTO NÃO CIRÚRGICO DA LESÃO MENISCAL

O tratamento pode ser cirúrgico ou conservador (não cirúrgico) dependendo do tipo e localização da lesão, idade e biótipo do paciente e nível de atividade física.

No caso de lesões meniscais menores e com aspecto mais degenerativo, a realização de uma boa fisioterapia associada ao fortalecimento muscular e bom condicionamento físico irá resolver o problema. Em alguns casos, é necessário modificar exercícios que o paciente já praticava, visando minimizar a sobrecarga do joelho e do local da lesão.

Nos casos agudos, quando o paciente se apresenta com muita dor e com o joelho inchado, é indicada a utilização de medicações anti-inflamatórias e analgésicas além de repouso do membro e aplicação de gelo local.

Lesões meniscais mais graves ou na falha do tratamento conservador, deve ser considerada a possibilidade de realização de cirurgia.

TRATAMENTO CIRÚRGICO DA LESÃO MENISCAL - RESSECÇÃO PARCIAL DO MENISCO

Na falha do tratamento conservador (tratamento não cirúrgico) da lesão e levando em consideração os critérios citados anteriormente, optamos pela realização da ressecção parcial do menisco (meniscectomia parcial). É importante salientar que a meniscectomia parcial tem como objetivo ressecar apenas o tecido meniscal lesionado preservando a parte sadia e, consequentemente, a função do restante do menisco.

Com a evolução da medicina e da tecnologia, o tratamento das lesões meniscais têm se tornado cada vez menos agressivas através de pequenas incisões (0,5 a 1cm) no joelho pelo que chamamos de artroscopia.

A artroscopia é um procedimento menos doloroso e que apresenta recuperação mais rápida.

É importante salientar que o tratamento da lesão meniscal sempre tem como objetivo preservar o menisco através do reparo meniscal. Porém, quando não é possível realizar o reparo, opta se pela realização da meniscectomia parcial que consiste na ressecção da lesão preservando a parte sadia do menisco.

Nas imagens acima é possível observar uma lesão meniscal à esquerda (ponta da seta), sem possibilidade de reparo (sutura) do meniscal. À direita o aspecto do menisco após a ressecção parcial da lesão (meniscectomia parcial). Notem que o menisco perde a sua espessura, mas mantém o formato.

Já na imagem acima, é possível observar um menisco suturado (pontos de sutura na ponta das setas).


REABILITAÇÃO E ORIENTAÇÕES NO PÓS-OPERATÓRIO DE UMA LESÃO MENISCAL

A reabilitação pós-operatória é muito variável e depende do tipo de cirurgia realizada e do padrão da lesão.

Quando é realizada uma meniscectomia parcial, é permitido uma imediata mobilização do joelho e o paciente já pode pisar com auxílio de muletas.

Já na cirurgia de sutura meniscal, é necessário ter um pouco mais de cuidado para evitar que os pontos soltem e atrapalhe a cicatrização do menisco. Por isso, há uma restrição inicial da mobilização do joelho e do quanto vai poder pisar com a perna. O tempo de restrição varia conforme a complexidade da lesão.

REABILITAÇÃO E ORIENTAÇÕES NO PÓS-OPERATÓRIO DA MENISCECTOMIA PARCIAL

Como na meniscectomia é realizada a ressecção simples da área lesionada não é necessário aguardar a cicatrização do menisco como ocorre ao realizar a sutura (reparo) do menisco. A meniscectomia artroscópica permite uma imediata mobilização do joelho, portanto o retorno às atividades é mais rápido.

Na 1ª semana de pós-operatório, o paciente já pode pisar com carga parcial auxiliado por muletas. Na 2ª semana, o paciente é autorizado a andar sem as muletas e é realizada a retirada dos pontos de sutura da pele.

A reabilitação deve ser acompanhada por fisioterapeutas e educadores físicos acostumados com o tratamento de lesões dos meniscos e é de fundamental importância para o retorno de toda a mobilidade do joelho, além do reequilíbrio muscular para prevenção da formação de novas lesões ou degeneração articular.

É muito importante seguir as orientações da equipe médica e realizar o acompanhamento e reabilitação adequadamente para evitar complicações e retornar de maneira segura para as atividades diárias.

Dr. Diego Moelas Sotini
Especialista em Cirurgia de Joelho e Artroscopia.
CRM-SP: 171506 | RQE: 93748

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