Artrofibrose: O que é, causas e como tratar
É comum que alguns pacientes desenvolvam uma rigidez no joelho após passar por uma cirurgia na região, sofrerem lesões anteriores ou apresentarem quadros de osteoartrite, essa condição é chamada de artrofibrose.
A artrofibrose pode limitar a amplitude do movimento do joelho e prejudicar a função da articulação. No entanto, existem tratamentos que podem ajudar a amenizar os sintomas e a recuperar a mobilidade do paciente.
Neste artigo, eu explico sobre as causas da artrofibrose de joelho, como é feito o diagnóstico e quais são os tratamentos possíveis para a condição. Se quiser saber mais, siga lendo!

O que é a artrofibrose do joelho?
A artrofibrose é uma condição causada pela formação de tecido cicatricial após cirurgias, lesões ou pela osteoartrite, que afeta a amplitude do movimento articular da região, dificultando o movimento da articulação e, por vezes, causando também outros sintomas no paciente afetado.
Quando a artrofibrose acomete o joelho, pode resultar em rigidez significativa e perda de movimento, tornando difícil a flexão e extensão completa do joelho. Essa condição pode causar dor e desconforto, impactando a qualidade de vida do paciente.
Quais são as causas associadas a artrofibrose?
Existem algumas causas associadas ao surgimento da artrofibrose na região do joelho, como:
- Lesões ou traumas;
- Infecções nas articulações;
- Artrite reumatoide e condições que causam inflamação crônica.
No entanto, a causa mais comum do aparecimento da artrofibrose no joelho são as cirurgias anteriores no joelho, como de colocação de prótese total, reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) e a artroscopia. Os tratamentos cirúrgicos para cartilagem, fraturas e para luxação de patela também podem apresentar risco para a formação da artrofibrose.

Quais são os fatores de risco para o desenvolvimento da artrofibrose?
Além das causas associadas a artrofibrose, existem também outros fatores de risco que podem impactar no desenvolvimento da condição, como:
- Idade: Pacientes mais velhos podem ter um risco maior de desenvolver artrofibrose;
- Peso: Sobrepeso ou obesidade podem aumentar o risco, pois o excesso de peso coloca mais pressão sobre as articulações, afetando a cicatrização;
- Predisposições genéticas;
- Condições como diabetes e doenças autoimunes;
- Estilo de vida: Hábitos como tabagismo, consumo de álcool e nutrição inadequada podem afetar a cicatrização.
No entanto, a causa mais comum do aparecimento da artrofibrose no joelho são as cirurgias anteriores no joelho, como de colocação de prótese total, reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) e a artroscopia. Os tratamentos cirúrgicos para cartilagem, fraturas e para luxação de patela também podem apresentar risco para a formação da artrofibrose.
Quais os sintomas comuns da artrofibrose?
O principal sintoma associado à artrofibrose é a rigidez da articulação, que faz com que o paciente afetado possa ter os movimentos limitados na região afetada. No caso do joelho, a condição impacta no movimento de dobrar e esticar, afetando o andado e podendo causar dores, em alguns casos.
Em pacientes com inflamação na articulação do joelho, também podem surgir sintomas como inchaço e vermelhidão.
Como é feito o diagnóstico da artrofibrose no joelho?
O diagnóstico da artrofibrose de joelho é feito, prioritariamente, por meio de história clínica e exames físicos. Os exames de imagem não são determinantes para a conclusão sobre o quadro.
No consultório, o paciente deverá detalhar sobre a origem dos sintomas, lesões no joelho, cirurgias anteriores e progressão de sintomas. Já no exame físico o ortopedista avaliará a função do joelho em atividades diárias e a capacidade de realizar movimentos específicos, como dobrar ou esticar o joelho.
É importante ressaltar que o diagnóstico adequado é crucial para que o paciente receba o melhor tratamento possível para amenizar os sintomas. Portanto, um ortopedista especialista em joelho é o médico mais adequado para avaliar a condição.
É possível curar a artrofibrose?
Infelizmente não há como reverter a artrofibrose. No entanto, existem uma série de tratamentos que podem ser feitos a fim de recuperar a mobilidade articular do joelho e remover as dores do paciente.
Tratamentos para a artrofibrose
O tratamento conservador para a artrofibrose pode incluir uma série de terapias, que dependerão do nível de comprometimento da mobilidade e se o paciente apresenta dores e inflamações associadas. Pode incluir:
- Fisioterapia;
- Medicamentos para controle da dor e da inflamação;
- Exercícios para o fortalecimento muscular;
- Terapia com gelo.
Existe indicação cirúrgica em casos de artrofibrose?
Sim. Em alguns casos é necessário que seja feito um procedimento cirúrgico para remoção do tecido cicatricial excessivo na articulação do joelho. No entanto, a técnica é indicada somente quando o paciente não apresenta resposta aos tratamentos conservadores e apresenta rigidez articular e dificuldade de mobilidade.
Qual técnica cirúrgica é utilizada para a remoção do tecido cicatricial no joelho?
A retirada do tecido cicatricial do joelho, especialmente no contexto da artrofibrose, é geralmente realizada através de um procedimento cirúrgico conhecido como artroscopia.
No procedimento minimamente invasivo, o cirurgião faz pequenas incisões ao redor da articulação do joelho e, com a ajuda de um pequeno tubo equipado com uma câmera - o artroscópio -, ele remove o excesso de tecido cicatricial.
Recuperação e reabilitação pós-cirúrgica
Como a artroscopia para remoção do tecido cicatricial é um procedimento minimamente invasivo, o tempo de recuperação costuma ser menor, assim como o risco de complicações. No entanto, para garantir uma boa recuperação, é indicado ao paciente:
- Repousar;
- Manter a perna elevada;
- Aplicar compressas de gelo para redução do inchaço;
- Realizar sessões de fisioterapia para restaurar a mobilidade do joelho.
Além disso, é importante ressaltar que um cirurgião ortopédico experiente também é essencial para garantir que a cirurgia possa ser bem-sucedida. Também é necessário que o paciente siga rigorosamente as recomendações de cuidados pré e pós-operatórios dadas pelo médico.

É possível prevenir a artrofibrose no joelho?
Depende. A prevenção da artrofibrose pode ser desafiadora em casos em que há fatores de risco significativos, como cirurgias anteriores ou lesões graves. Mas é possível adotar algumas estratégias que podem ajudar a minimizar o risco de desenvolver esta condição, como:
- Movimentação do joelho: Após uma cirurgia ou lesão, é importante que, assim que for seguro, o paciente volte a movimentar o joelho para prevenir a rigidez e a formação excessiva de tecido cicatricial;
- Fisioterapia: É importante manter uma rotina de exercícios de amplitude de movimento, fortalecimento e alongamento após lesões ou cirurgias, a fim de manter mobilidade do joelho e a saúde das articulações;
- Seguir orientações médicas: Uma das melhores formas de prevenir o surgimento da artrofibrose após cirurgias ou lesões de joelho é seguindo à risca as orientações do ortopedista responsável pelo caso, isso pode incluir o uso de medicamentos anti-inflamatórios, aplicação de gelo, repouso e demais cuidados;
- Manter uma dieta equilibrada: Para ter uma cicatrização segura e prevenir complicações, também é importante que seja mantida uma alimentação balanceada e hidratação.
Se você sofreu alguma lesão no joelho ou realizou algum procedimento anterior na região e apresenta algum sintoma citado neste artigo, busque um ortopedista especialista em cirurgia de joelho para conseguir o melhor diagnóstico.
Sou o Dr. Diego Moelas, especialista em Cirurgia de Joelho e Artroscopia. Atendo em diversos hospitais de São Paulo (Hospital Sírio Libanês, Hospital Nove de Julho, Hospital Samaritano, Hospital Oswaldo Cruz, entre outros) e estou a sua disposição!




